Sobrevoando cumes e vales – Pedro Duarte

Imagine a superfície acidentada dum planeta fictício completamente submersa num oceano pacífico. Um dia o nível da água do mar começa a descer, fazendo aparecer as primeiras ilhas. À medida que a terra se eleva acima do mar são formadas bacias, que depois viram lagos. Surgem istmos ligando terras próximas, penísulas e continentes vão sendo descobertos pelas águas. A descida das águas faz com que lagos sequem descobrindo vales profundos. Neste mundo todas as águas estão niveladas porque a terra é formada de matéria porosa. Entendendo  a   “geografia” em sentido restrito, como a simples contagem do número de ilhas ou continentes por um lado, e do número de mares ou lagos por outro, será possível compreender as mudanças que ocorrem na `geografia’ do planeta em função da descida do mar? Uma teoria desenvolvida pelo matemático americano Marston Morse nos anos 30 do século XX responde a esta questão.

A teoria de Morse relaciona mudanças “geográficas” globais com certos pontos especiais, ditos pontos críticos, em torno dos quais ocorrem transformações qualitativas na `geografia’. Existem essencialmente três tipos de metamorfose causadas pelo abaixamento do nível das águas, que são: (1) o nascimento uma ilha , (2) a emergência dum istmo ligando duas porções de terra e (3) o desaparecimento dum lago, porque o fundo dum vale  ficou acima do nível do mar.

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